Samis Place



Romance…

Kate olhou em seus olhos, tentando entender o que ele estava dizendo; tentando descobrir se aquilo era realmente verdadeiro. Ele repetiu a frase, completa, mas ela queria acreditar que havia entendido errado. Queria que a chuva que caia fora do galpão se tornasse mais violenta, barulhenta, para abafar as palavras dele. Mas naquele momento, parecia que tudo conspirava contra ela.

- Não, por favor, não chegue mais perto – disse ela, quando ele começou a se aproximar.

- Por favor, não me faça passar por isso -  ela alterou a voz para que ele entendesse seu desespero. Mas não adiantou. Ele estava cada vez mais perto.

Kate não pensou duas vezes antes de sair correndo. Sabia que se ele a pegasse ali, não teria nenhuma chance de escapar.

Saio correndo para fora do galpão, a aguá da chuva era abundante e mal saiu no tempo já estava completamente molhada. Não se importou com o frio que a roupa encharcada no corpo estava lhe causando. Continuou a correr, pois sua vida dependia disso. Pensou em olhar para trás, mas como não ouvia barulho nenhum, achou que estava a salvo.

Num piscar de olhos, chegou ao seu lado, agarrou-lhe o braço e puxou-a para si. Ela tentou se desvencilhar, mas não era páreo para ele. Deveria ter corrido mais rápido, deveria ter pensado nisso antes. Ele tinha quase o dobro de sua altura e definitivamente era mais veloz do que ela.

- Kate, por que fez isso? – disse John bruscamente, com a voz entrecortada por causa da corrida

Kate levantou a cabeça e olhou para os olhos de John. Os olhos que uma vez eram azuis claros, agora estavam muito escuros e quase encobertos por cabelo molhado.

- Não adianta você fugir, eu irei atrás de você, não importa o quanto isso me custe.

Sem entender o que ele estava fazendo, Kate arregalou os olhos quando sentiu a maceis dos lábios dele sobre os seus. Sentiu uma doce sensação enquanto ele a beijava e a água da chuva escorria para dentro de sua boca.

Ele apertou a cintura de Kate contra seu corpo e foi ai que as resistências dela acabaram. Enterrou seus dedos nos cabelos lisos e molhados de John e deixou que ele tomasse conta dela. Deixou o beijo carinhoso e pedinte, se tornasse exigente. Entreabriu seus lábios e aproveitou a sensação, deixou que John explorasse sua boca e foi seguindo seus movimentos.

Deixou, aproveitou, não pensou. Pelo menos nesse momento ela aproveitou ao Maximo aquilo que nunca mais teria direito de sonhar.


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